sábado, 12 de dezembro de 2009

Tem amor na rede


Dias atrás eu falava em uma cidade sobre “as bases neurobiológicas da paixão; onde reviso as características puramente biológicas que nos fazem sentir atração por alguém”. Logo depois recebi um e-mail de uma acadêmica que participou da palestra com uma indagação que transcrevo a seguir:
Nos dias atuais é comum as pessoas se relacionarem virtualmente, diante disso gostaria de saber como ficam os ferômonios (olfato) na conquista? Neste caso eles não seriam determinantes?
Isso me fez pensar e respondi assim:
Bem, a tua pergunta é algo que derruba tudo o que eu falei sobre a característica animal que nos instiga durante o contato pessoal a partirmos para a conquista e privilegia apenas a imaginação. Isso ocorre porque as pessoas não cheiram ou vêem o outro, elas apenas constroem figuras daquilo que imaginam e, nessa imaginação tudo é possível. Por isso, os romances são bem tórridos e às vezes apaixonantes, considerando que não existe nenhuma negativa. Na rede os personagens que estão do outro lado da telinha se permitem tudo, tanto em relação a si mesmos tanto quanto as expectativas do outro.
Logo, eu construo o meu personagem baseado na expectativa do outro e ai tudo dá certo. Entretanto, quando se encontram a realidade pode ser cruel. Apesar disso, existem alguns casos onde os encontros superam as expectativas. Nesses casos não ocorreu muito a utilização de personagens, as pessoas foram mais verdadeiras e agora os instintos estão pré-determinados na conquista daquela pessoa já escolhida.
O problema é que muitas pessoas agem no presencial como se estivessem atrás de um computador, pois constroem personagens e agem de acordo com o estabelecido em seu “enredo”. Em alguns casos essas pessoas acabam nos enganando e temos a impressão de estarmos com uma pessoa, e com o tempo descobrimos que estávamos “dormindo com o inimigo”. Portanto, não podemos ser totalmente racionais para sentir os prazeres da paixão, por outro lado não podemos ser totalmente sentimentais para não cairmos na incapacidade total de analise. Então: até no amor equilíbrio é tudo. NELSON DE MELLO

2 comentários:

  1. Nanani,nananão!!! Eu já falei para você que TE AMO e muito.Portanto, Senhor Professor Nelsom,fui muito verdadeira...na faculdade com as meninas eu sempre falo "eu amo esse menino grande"...lógico,elas riem do meu jeito. Meu amor por vc começou na Univale.Lembra? Bjs

    ResponderExcluir
  2. k k k k k k k k fantástico! beijos

    ResponderExcluir